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  Rotavírus
Dr. Renato de Ávila Kfouri
Médico Assistente do Centro de Imunização Santa Joana

Recebemos com muita satisfação a notícia do licenciamento da primeira Vacina contra o Rotavírus em nosso país. Desta maneira o Brasil se torna o segundo país do mundo a ter a Vacina disponível para a prevenção da gastroenterite pelo rotavírus (o México foi o primeiro).

A Vacina é produzida pelo laboratório Glaxo SmithKline (GSK), que após estudos com mais de 70.000 crianças comprovou a sua segurança e eficácia.

Como sabemos, o Rotavírus é o principal agente causador de diarréia em crianças menores de 2 anos de idade, com quadro clínico típico de vômitos, fezes líquidas, febre leve a moderada, dor abdominal e prostração. Complicações como desidratação e distúrbios metabólicos não são raras.

Doença extremamente prevalente em todo o mundo, independente da condição sócio-econômica da população, é altamente contagiosa, sendo que uma em cada 65 crianças é hospitalizada devido a gastroenterite pelo Rotavírus.

A doença causa cerca de 440.000 mortes anuais em todo o mundo. Os sorotipos mais prevalentes são: G1, G2, G3 e G4, e no Brasil tem importância também o G9. A Vacina licenciada da GSK é uma Vacina de vírus vivo atenuado, de origem humana, monovalente, com o tipo G1, porém com proteção cruzada para os demais sorotipos, incluindo o G9. De uso oral, deve ser administrada em duas doses com intervalo de 2 meses entre elas, com intervalo mínimo de 4 semanas. Está indicada somente para lactentes jovens abaixo de 4 meses de idade, pois não há estudos de segurança e eficácia fora desta faixa etária.

A primeira dose deve ser feita de 6 a 14 semanas de vida, ou seja, de 1 mês e meio a 3 meses e meio, e a segunda dose de 14 a 24 semanas de vida ou de 3 meses e meio a 5 meses e meio.
Quanto à administração simultânea com a Vacina contra a Pólio Oral (Sabin), recomenda-se um intervalo mínimo de 2 semanas entre elas, especialmente se não houver certeza que a segunda dose da vacina contra o Rotavírus será aplicada.

A vacina é extremamente eficaz, especialmente contra as formas graves da doença, cerca de: 93% para Hospitalização, 86% para Gastroenterite Grave e 70% para qualquer Gastroenterite. Os eventos adversos são raros, de curta duração e de ocorrência similar quando comparados ao placebo: Irritabilidade (10%), falta de apetite (10%), febre (1 a 10%), diarréia (1 a 10%) e vômito (1 a 10%). Nós do Centro de Imunização Santa Joana, nos colocamos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos, dúvidas ou artigos científicos que necessitarem. Aproveitamos a oportunidade para agradecer a confiança e o prestígio que nos dá, indicando-nos aos seus pacientes.
 

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