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A Tuberculose infelizmente ainda é uma doença muito comum
em nosso meio. Sua principal forma de disseminação é através
de portadores assintomáticos, ou sejam, indivíduos que
carregam o bacilo responsável (Mycobacterium tuberculosis)
pela doença, mas que não apresentam sintomas clínicos.
A doença é
muito contagiosa, transmitida pelo ar e ataca em geral os
pulmões podendo evoluir para graves complicações como a
forma pulmonar disseminada (Miliar) e as extrapulmonares (Meningoencefalite,
Renal, etc.).
O
diagnóstico nem sempre é fácil e o tratamento é difícil e
prolongado, feito através da ingestão oral de três drogas
durante um período de vários meses.
A vacinação
contra tuberculose é uma das formas disponíveis no combate
dessa doença que ainda é responsável por mais de 50 mil
novos casos por ano em nosso país.
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É uma doença infecciosa aguda causada por um vírus chamado
de Poliovírus (três tipos distintos: 1, 2 e 3). Transmitida
pela água, alimentos e pelo ar.
O quadro
clínico começa com sintomas gerais como febre (raramente
maior que 39ºC), mal estar, falta de apetite, náuseas,
vômitos, dor de cabeça e de garganta, dor abdominal não
localizada. Depois de alguns dias aparece dificuldade para
urinar e evacuar, evoluindo para paralisia de um ou mais
grupos musculares tornando difícil locomover-se, comer ou
até impedir a respiração, levando ao óbito. O tratamento
consiste em terapia de suporte respiratório e oferta de
líquidos e nutrientes evitando a desidratação e a
desnutrição.
Nos dias
atuais, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde),
mais de 150 mil casos novos ocorrem por ano no mundo,
principalmente em alguns países da África e Ásia. O último
caso registrado no Brasil foi em 1989, na Paraíba, e no ano
de 1994, nosso país recebeu o Certificado de Erradicação da
Poliomielite, sucesso este devido à estratégia vacinal
realizada a partir de 1980 com os Dias Nacionais de
Vacinação duas vezes ao ano.
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É uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus da
Hepatite B (VHB), que acarreta uma grave inflamação no
fígado. É uma doença grave, pois pode evoluir para infecção
crônica (cirrose hepática) ou câncer de fígado. Ela é tanto
mais grave quanto mais precoce a infecção. A criança pode
ser contaminada pelo vírus e só exibir sinais da doença, já
crônica, na idade adulta.
Transmissão: O vírus pode ser transmitido de diferentes
maneiras. Ao nascimento através do contato sangüíneo materno
em mães portadoras do VHB, em transfusões sanguíneas,
crianças que residam ou tenham contato próximo com
familiares portadores crônicos do vírus, especialmente nos
primeiros 5 anos de vida, uso de agulhas contaminadas,
transmissão sexual, contato com sangue e outros líquidos
corpóreos contaminados pelo vírus.
Tratamento:
Não existe um tratamento específico para a Hepatite B. Podem
ser usadas drogas antivirais e de suporte, mas a eficácia é
baixa. Portanto a Vacina contra Hepatite B é a maneira mais
segura de se evitar a doença e suas complicações.
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A Varicela, também conhecida como catapora, é uma das
doenças infecciosas mais comuns na infância.
É causada por um vírus que é transmitido de pessoa a pessoa
através da respiração. O período de incubação é de 14 dias,
a pessoa acometida apresenta febre, mal estar, dor de
cabeça, em poucos dias surgem as lesões de pele
características da doença: inicia como vesículas que coçam,
se rompem, formam uma crosta e por fim cicatrizam,
especialmente no tronco e couro cabeludo.
As lesões
acometem todo o corpo, olhos, genitais e boca, durando em
média cerca de 10 dias. O período de contágio se inicia 1 a
2 dias antes do início das lesões e permanece enquanto
houver lesões em atividade. A doença geralmente apresenta um
caráter benigno, evoluindo para cura, sem seqüelas na
maioria dos casos. Porém em alguns indivíduos a doença pode
apresentar complicações, especialmente as infecciosas como
impetigo, celulites e abscessos. Uma apresentação rara,
porém grave da doença é a forma hemorrágica que pode ser até
fatal.
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Meningite é uma doença caracterizada por uma inflamação das
membranas que revestem o Sistema Nervoso (meninges) e pode
ser causada por diferentes agentes infecciosos.
De acordo com o microorganismo causador, a doença é
classificada em Meningites Virais (causadas por vírus) ou
Bacterianas (causadas por bactérias).
As
Meningites Virais são infecções benignas, que não necessitam
tratamento e evoluem para cura espontânea sem deixar
seqüelas. Contra elas não existem Vacinas devido à boa
evolução da doença. Já as Meningites Bacterianas geralmente
são graves, com alta taxa de mortalidade e de seqüelas
pós-tratamento. Infelizmente ainda não existem Vacinas
contra todos os tipos de Meningite Bacteriana, porém muitos
avanços na prevenção deste tipo de doença vem ocorrendo.
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Doença causada por um vírus, atualmente bem controlada em
nosso país com raros casos.
Caracterizada por febre, mal estar, coriza, conjuntivite,
tosse e as típicas lesões avermelhadas na pele. O contágio
se dá através da respiração de uma pessoa contaminada para
outra.
O
diagnóstico de certeza é feito através de um exame de sangue
(Sorologia). Doença de fácil contágio, caracteriza-se por se
apresentar em forma de epidemias em populações onde há uma
baixa cobertura vacinal. As complicações não são raras,
porém algumas vezes graves: Pneumonias, Otites e Encefalite
e outras Doenças Neurológicas. Não há um tratamento
específico contra o Sarampo, somente sintomáticos.
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Doença infantil, benigna, caracterizada por febre, cefaléia,
mal estar, dores articulares, gânglios no pescoço e nuca, e
vermelhidão em todo o corpo. A Rubéola assume grande
importância e gravidade quando acomete gestantes, que podem
infectar o feto e transmitir a doença, chamada Síndrome da
Rubéola Congênita, freqüentemente associada a surdez,
defeitos cardíacos, e retardo mental. O contágio é
respiratório, o período de incubação cerca de 7 dias e o da
doença aproximadamente uma semana.
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Chamada de Parotidite Epidêmica é também uma doença viral,
de transmissão respiratória, caracterizada por febre, mal
estar, cefaléia e aumento da região mandibular próxima à
orelha. Complicações são raras porém acontecem, como
Meningite pós Caxumba (viral), Pancreatite e Orquite
(Inflamação testicular).
Não existe
um tratamento para a doença, somente repouso relativo e
sintomáticos. A pessoa acometida deverá permanecer afastada
da escola ou do trabalho por um período de aproximadamente
10 dias (Período de contágio).
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A Difteria é uma doença infecciosa causada por uma bactéria
chamada Corynebacterium diphtheriae. A transmissão se dá
pelo contato com a pessoa doente ou simplesmente portadora
da bactéria, através de gotículas de saliva disseminadas
pela tosse ou espirro, e pela simples conversação. A
bactéria se acomoda na mucosa do nariz, da faringe ou da
laringe e então inicia a sua manifestação pelo aparecimento
de uma membrana cuja cor pode variar de cinza a preto.
A
incidência apesar de diminuída devido a vacinação da
população mundial, atinge o seu máximo nos meses de outono e
inverno, e 80% dos casos ocorre em indivíduos abaixo de 15
anos não imunizados.
Os sintomas sistêmicos aparecem devido a uma disseminação da
toxina (substância protéica) produzida pela bactéria, que
pode atacar diversos órgãos, como coração, rins e sistema
nervoso, levando a morte em 10% dos casos.
Tratamento:
O tratamento é feito com uma antitoxina para tentar impedir
a sua ação nos vários órgãos e com antibióticos para impedir
que as bactérias continuem fabricando a toxina. É
fundamental também o tratamento de apoio para evitar a
falência dos diversos órgãos (internação, suporte
respiratório, repouso absoluto, etc.). Após a cura, é
necessária a vacinação, pois pelo menos a metade dos
pacientes não desenvolvem imunidade suficiente e fica
sujeita à re-infecção.
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A Hepatite é uma doença inflamatória do fígado, na maioria
das vezes causada por vírus, que pode acometer indivíduos de
qualquer idade. Entre os diversos vírus causadores de
Hepatite, o tipo A tem especial importância devido à sua
alta incidência. A doença se caracteriza por febre, mal
estar, enjôo, dor abdominal, vômitos, coloração amarelada na
pele e olhos, fezes claras e urina escura. Muitas vezes a
doença pode não apresentar sintomas (forma assintomática).
Na grande
maioria dos casos, a Hepatite A se comporta como uma doença
benigna, com cura espontânea, não exigindo tratamento
medicamentoso e sem seqüelas. Porém, alguns casos podem se
manifestar com sintomas mais sérios, mais debilitantes,
chegando em alguns casos a se apresentar na forma
"fulminante", geralmente fatal, especialmente em adultos.
A doença
pode se apresentar em surtos dentro de escolas, creches e
berçários sendo sua transmissão conhecida como fecal-oral,
ou seja, através das fezes, saliva e alimentos contaminados.
A transmissão sexual também pode ocorrer. Não existe um
tratamento específico para a doença, somente sintomáticos
associados a um repouso relativo.
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A coqueluche consiste em uma infecção aguda do trato
respiratório, que se inicia com sintomas leves das vias
respiratórias superiores, evoluindo para paroxismos intensos
de tosse, muitas vezes acompanhados por um guincho
respiratório típico, podendo estar acompanhado de vômitos. A
doença é causada pela Bordetella pertussis, altamente
contagiosa em ambientes de alta densidade demográfica,
podendo ser de extrema gravidade em lactentes com menos de
um ano de vida. O período de incubação da doença dura de 7 a
15 dias. Os sintomas da coqueluche clássica persistem por 6
a 10 semanas, contudo, mais da metade dos casos primários
duram menos de 6 semanas e 1/4 dos pacientes apresentam
tosse por 3 semanas ou menos. As complicações da coqueluche
incluem convulsões, pneumonia e encefalopatia.
O
tratamento consiste basicamente de observação e cuidados
rigorosos da mãe ou enfermagem. O paciente deve ser mantido
em ambiente calmo e ventilado. Os alimentos devem ser frios,
semi sólidos e em pequenas quantidades, drenagem das
secreções e uso de oxigênio úmido, se necessário. Embora não
altere o curso clinico da doença, o uso de antibiótico está
indicado, sendo de uso habitual a eritromicina.
A vacinação
ativa contra a coqueluche implementada a partir da década de
40, levou ao declínio da incidência e da mortalidade pela
doença, entretanto a coqueluche não foi erradicada nem
tampouco deixou de representar um importante fator de
mortalidade infantil. A vacina composta por bactérias mortas
¨inteiras¨ disponível na forma combinada com os toxóides
tetânico e diftérico (vacina tríplice) mostrou-se altamente
eficaz, devendo-se iniciar a vacinação a partir do segundo
mês de vida. Porém, devido a alta incidência de reações
adversas observadas após a adminstração desta vacina,
procurou-se desenvolver vacinas alternativas que associassem
alta eficácia e maior segurança. As vacinas acelulares
desenvolvidas mais recentemente são constituídas por
componentes purificados da B. pertussis, ao invés de
bactérias ¨inteiras¨ mortas, e disponíveis na forma
combinada com os toxóides tetânico e diftérico, Estas
vacinas (Tríplice Acelular), tem-se mostrado bastante
eficazes, sendo que as reações adversas relacionadas à
vacinação são pouco freqüentes. O esquema de imunização com
a vacina Tríplice Acelular é idêntico ao esquema
convencional.
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O Tétano é uma doença que se caracteriza por duas
manifestações básicas: hipertonia (localizada ou
generalizada) e espasmos musculares intensos. É causado pela
neurotoxina produzida por uma bactéria anaeróbica, o
Clostridium tetani. O início da doença é gradual, sendo o
período de incubação variável, de 1 a 14 dias. O diagnóstico
e sugerido pelo presença de contraturas musculares
permanentes, que podem ser exacerbadas por espasmos
musculares generalizados intensos, os quais são
desencadeados por qualquer estímulo externo ( luminosos,
sonoros, tácteis, etc.) ou somáticos ( tosse, espirros,
distensão gasosa de alças intestinais, retenção urinária,
etc.). No tétano grave podem ocorrer convulsões,sudorese,
hipertermia, oscilações pressóricas, taquicardia, choque,
etc.
O tétano
neonatal origina-se da contaminação do coto umbilical.
Geralmente os primeiros sintomas surgem ao final da primeira
semana de vida, observa-se dificuldade em sugar, seguindo-se
rapidamente pela instalação de hipertonia muscular e
espasmos paroxísticos. O tétano neonatal representa uma das
causas comuns de morte neonatal, nos países em
desenvolvimento. O tétano ocorre no mundo inteiro, sendo
mais frequente nos climas e nos meses mais quentes, em parte
devido à freqüência de feridas contaminadas.
O
tratamento consiste em medidas especificas, que incluem:
soroterapia, cuidados locais com o foco suspeito, e
antibióticoterapia, além de cuidados gerais de enfermagem e
fisioterapia. A profilaxia deve ser feita através da
imunização ativa com toxóide tetânico, que está indicado
para todas as pessoas. As crianças devem ser vacinadas a
partir de 2 meses de vida com a vacina tríplice ou dupla,
que contem toxóide tetânico e diftérico combinados. A
prevenção do tétano neonatal é feita com a vacinação da
gestante a partir do quinto mês de gestação, quando esta não
se encontra imunizada adequadamente.
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