Um recém nascido é considerado prematuro quando o seu nascimento ocorre antes de 37 semanas de gestação, ou mais de três semanas antes da data prevista do parto.
Os prematuros apresentam algumas particularidades em relação à sua suscetibilidade a algumas doenças e inadequada resposta a algumas vacinas. Há que se considerar a aplicação de alguns imunizantes especiais nesses pacientes e um calendário personalizado deve ser utilizado.
Não se deve prorrogar o início da vacinação nessas crianças que devem receber suas vacinas segundo a sua idade cronológica. Uma importante medida de prevenção é proteger também os cuidadores da criança, muitas vezes fontes de contaminação de algumas doenças: coqueluche, gripe, etc.
BCG
Deve ser aplicado somente em crianças com pelo menos dois quilos de peso, a fim de se obter uma adequada resposta imune.
Hepatite B
Recém nascidos com peso inferior a 2000g respondem pior à vacina contra hepatite B quando comparados à recém nascidos de termo. Para essas crianças uma quarta dose da vacina é recomendada.
Vacina Pneumocócica
Os prematuros apresentam risco aumentado de desenvolvimento de infecções causadas pela bactéria pneumococo, responsável por quadros graves de meningites e pneumonias. A vacinação nesse grupo de pacientes é fundamental.
Palivizumabe
Trata-se de um anticorpo que protege os prematuros contra as formas graves da infecção causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). O VSR é o principal vírus causador de infecções respiratórias em crianças menores de dois anos. Em prematuros costuma causar quadros complicados de bronquiolite e pneumonias, sendo responsável por um grande número de internações nesse grupo de pacientes.
Deve ser aplicado em cinco injeções intramusculares mensais consecutivas, nos recém nascidos de risco, durante o período de circulação do vírus (março a setembro).
Gripe
A vacina contra a gripe deve ser aplicada rotineiramente em prematuros a partir de seis meses de idade, devido a um maior risco de adoecimento nesses pacientes. Na primovacinação duas doses devem ser aplicadas por via intramuscular com intervalo de quatro semanas. Profissionais, pais e cuidadores que lidam com essas crianças devem também se imunizados.
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