Vacinas Infantis

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  Sabin e Salk

Existem dois tipos disponíveis de vacinas contra a Poliomielite, ambas eficazes, mas que diferem quanto à via de administração e aos mecanismos envolvidos. São elas: vacina inativada (IPV) e a vacina oral (OPV).

Sabin (OPV)
Foi desenvolvida por Sabin e é utilizada no Brasil desde 1962. É aplicada na forma oral e é composta por vírus vivos atenuados. Sua grande vantagem é a facilidade de administração e a imunização dos contactantes. Não deve ser utilizada em crianças hospitalizadas, imunodeficientes ou que tenham contato com imunodeficientes domiciliares. Nestes casos deve ser feito uso da vacina inativada.

Salk (IPV)
Foi desenvolvida por Salk em 1954 e desde Janeiro de 2000 é a única vacina contra Pólio que é utilizada nos Estados Unidos. É aplicada de forma injetável e é composta por vírus inativados. No Brasil, assim como em outros países em que a Poliomielite está controlada há anos, os únicos casos notificados de paralisia infantil são conseqüência do próprio vírus vacinal que, embora esteja enfraquecido, pode sofrer uma mutação e tornar-se agressivo causando a paralisia após vacinação. A ocorrência de paralisia após o uso Sabin é estimada em 1 caso para cada 750.000 primeiras doses aplicadas. Esta proporção vai diminuindo com o aumento da idade. Este efeito adverso não ocorre com a vacina inativada (Salk), podendo ser usada inclusive nos casos em que a vacina oral está contra-indicada. Sua eficácia é praticamente 100% desde os anos 80 quando sofreu algumas modificações e sua potência foi aumentada.

Doses
2, 4, 6, 15 meses e 5 anos.
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Hepatite B


Segundo a recomendação oficial da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Pediatria, a vacinação contra Hepatite B deve ser iniciada logo após o nascimento, sendo a segunda dose aplicada um mês após e a terceira, 6 meses após a primeira. Caso a mãe seja portadora do vírus da Hepatite B, o recém-nascido deverá receber além da vacina, também a Imunoglobulina específica (HBIG) logo nas primeiras horas de vida.

A vacina é muito bem tolerada, podendo ocorrer reações no local da aplicação (vermelhidão, inchaço e dor) e com menos freqüência ainda, febre baixa e irritabilidade. Se a vacina não foi realizada ao nascimento, poderá ser feita em qualquer idade: lactentes, escolares, adolescentes e adultos. O esquema a ser feito é o mesmo com três doses, respeitando-se os mesmos intervalos.
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Hepatite A

A Vacina contra Hepatite A foi desenvolvida a partir do vírus inativado (morto) e confere proteção em praticamente 100% dos indivíduos vacinados. Está indicada em crianças a partir de 1 ano de idade num esquema posológico de 2 doses, com intervalo de 6 meses. Adolescentes e adultos que não tiveram a doença podem também ser vacinados.

A Vacina é segura e eficaz, praticamente sem efeitos colaterais. Dor local, indisposição e febre baixa podem ocorrer em cerca de 5% dos indivíduos vacinados, leves e de curta duração.
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BCG

A vacina contra Tuberculose surgiu no ano de 1920, em Paris, sendo chamada de BCG, que significa Bacilo de Calmette e Guérin, em homenagem aos dois cientistas que a desenvolveram. Foi utilizada pela primeira vez em 1921 sob a forma oral, hoje em dia abandonada.

Aplicação
Atualmente é aplicada por via intradérmica no braço direito. No local aparece um pequeno inchaço (pápula) que desaparece em alguns dias. Cerca de 4 a 6 semanas após surge uma inflamação local que evolui para uma pequena ferida que poderá apresentar uma secreção amarelada, evoluindo depois para crosta e cicatrização, deixando uma marquinha no local. Durante esse período recomenda-se apenas o uso de água e sabonete para limpeza sem necessidade de medicação ou curativos.

Funcionamento
A aplicação da vacina irá substituir a infecção natural, que é grave, por uma infecção artificial e inofensiva, através da inoculação de bacilos vivos atenuados, criando uma resistência do organismo contra possíveis infecções com o bacilo selvagem. Ela protege principalmente contra a disseminação sangüínea responsável pelas formas mais graves da doença.

Quando vacinar
A vacinação deve ser realizada o mais rapidamente possível de preferência ainda no berçário, pois a infecção pelo bacilo M.tuberculosis ocorre precocemente em nosso meio.

Reações
A única reação é local dificilmente com o aparecimento de febre ou outros sintomas gerais.

Vacina do Carimbo
Existe hoje em dia outra forma de aplicação chamada de BCG percutânea, técnica desenvolvida pelos japoneses, cuja diferença básica é a menor possibilidade de reação local e portanto menor chance de aparecimento de cicatriz.
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Varicela (Catapora)

A Vacina contra Varicela (catapora) foi desenvolvida a partir do enfraquecimento (atenuação) do vírus, que propicia o desenvolvimento de imunidade sem causar doença.

A Vacina pode ser aplicada em crianças a partir de 1 ano de idade, em dose única preferencialmente no braço. Em adultos e adolescentes com mais de 13 anos e que ainda não tiveram a doença, a imunização é feita em 2 doses com intervalo de 1 mês. A Vacina é segura e eficaz, obtendo-se imunidade em cerca de 95% dos indivíduos vacinados, especialmente contra as formas mais graves da doença.

Efeitos colaterais são raros, leves e de curta duração, principalmente febre baixa e dor local. Excepcionalmente algumas crianças podem apresentar uma reação tardia, após 1 a 2 semanas da aplicação, com vesículas na pele, no local da aplicação ou no corpo todo que desaparecem espontaneamente. Durante um período de 6 semanas após a vacinação o uso de medicamentos que contenham o ácido acetil salicílico deve ser evitado.
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Meningites (Meningocócica, Pneumocócica e Haemophilus)

Vacina Anti-Haemophilus
O Haemophilus influenza tipo B era um dos principais agentes causadores de Meningites antes da introdução da vacina no calendário de diversos países. A Vacina deve ser aplicada a partir de 2 meses de idade em 3 doses com intervalo de 2 meses entre elas. Um reforço após um ano é indicado. A Vacina é segura e eficaz, praticamente sem nenhum efeito colateral, e pode ser aplicada em conjunto com outras vacinas: Pólio, Tríplice e Hepatite B (na mesma seringa).

Vacina Anti-Meningocócica C Conjugada
É a mais recente vacina introduzida no calendário vacinal na Europa que em 2002 foi lançada também no Brasil. Protege contra um tipo grave e comum de Meningite Bacteriana - Meningocócica do tipo C. A Vacina está indicada para todas as crianças a partir de 2 meses de vida até adolescentes. No primeiro ano de vida são aplicadas 2 doses mais um reforço e a partir de 1 ano a vacina é dada em dose única.
Raros são os efeitos colaterais que são leves e de curta duração.

Vacina Anti-Pneumocócica
O Pneumococo é uma bactéria causadora de várias doenças graves em crianças, especialmente nas menores de 2 anos de idade: Pneumonias, Meningites, Septicemias, Sinusites e Otites.
Recentemente foi desenvolvida uma vacina contra os principais tipos de Pneumococos, que se mostrou altamente eficaz e logo foi introduzida no calendário vacinal nos Estados Unidos, e mais recentemente seu uso foi licenciado também no Brasil. A Vacina pode ser aplicada em crianças já a partir de 2 meses de idade, em 3 doses com intervalo de 2 meses, com posterior reforço após 1 ano de idade. Crianças de 1 a 2 anos recebem 2 doses e acima de 2 anos apenas uma. Efeitos colaterais locais como dor ou vermelhidão, e febre são reações que podem ocorrer, porém leves e passageiras.

Outras
Algumas outras Vacinas contra Meningites Bacterianas podem ter indicação em algumas situações: Meningocócica A/C, Meningocócica B/C, consulte seu Pediatra.
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Tríplice DTP

A tríplice é uma vacina que protege contra as doenças: Difteria, Coqueluche e Tétano.
Deve ser aplicada a partir dos 2 meses de idade, 3 doses com intervalos de 2 meses entre elas no primeiro ano de vida. Um reforço será aplicado com 15 meses e a última dose entre 5 e 6 anos de idade. Raramente as reações são de grande intensidade. Podemos ter dor no local de aplicação com vermelhidão, inchaço e enduração. Febre, que algumas vezes pode ser alta, sensação de mal-estar, irritabilidade, sonolência e choro, podem aparecer até 72 horas após a aplicação.
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Tríplice DPaT

Na tentativa de se diminuir os efeitos colaterais às vezes causado pela vacina DPT, foi desenvolvida a vacina Tríplice Acelular contra Difteria, Tétano e Coqueluche. O termo acelular significa que a vacina não contém a bactéria da Coqueluche inteira, mas sim componentes altamente purificados dela, ao contrário da vacina Tríplice comum. Graças a ela as reações, antes causadas pela vacina DPT, diminuíram tanto em freqüência como em intensidade, proporcionando maior bem-estar à criança. A sua eficácia é comparável a vacina tradicional. Em países desenvolvidos são utilizadas apenas as vacinas do tipo acelular pela sua maior segurança.
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Tríplice Viral (SCR)

Vacina Contra Sarampo, Caxumba e RUbéola, combina os 3 vírus vivos e atenuados que são capazes de induzir a imunidade na pessoa que a recebe, sem desenvolver doença. A Vacina deve ser aplicada em 2 doses aos 15 meses e os 5 anos de idade, conferindo imunidade duradoura. Efeitos colaterais são raros e passageiros, podendo simular sintomas das doenças, porém de leve intensidade. A vacina é extremamente eficaz contra estas doenças, sendo raros os casos em vacinados que receberam as duas doses.
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Rotavírus

Vacina contra o rotavírus está indicada para todas as crianças menores de 6 meses de idade. De administração oral, a primeira dose deve ser dada entre 6 e 14 semanas de vida, e a segunda dose após 2 meses da primeira. É praticamente isenta de efeitos colaterais, e tem uma eficácia em torno de 75% para qualquer forma da doença e cerca de 100% para as formas graves. Por ora seu uso está restrito à essa faixa etária.
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HPV

A vacina contra o HPV licenciada em nosso País, protege contra quatro dos principais tipos do vírus, causadores de câncer de colo do útero e verrugas genitais. Está aprovada para uso em adolescentes e mulheres de 9 a 26 anos de idade num esquema de 3 doses com intervalo de dois meses entre a primeira e a segunda, e quatro meses entre a segunda e a terceira dose. Idealmente deve ser aplicada antes do início da vida sexual, porém mulheres que já iniciaram ou até que já tiveram contato com o vírus podem receber a vacina.
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Centro de Imunização Santa Joana
www.vacinasantajoana.com.br
faleconosco@vacinasantajoana.com.br
Unidade Paraíso (São Paulo)
tel.: (11) 3284-8824 | 3287-5000

Unidade Ibirapuera (São Paulo)
tel.: (11) 3887-6950 | 3052-5031